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As rotas das Castanhas e do Castanheiro

Em Novembro chega o tempo do magusto, do verão de São Martinho. É tempo de provar o vinho novo e abraçar o tempo de outono. Nas ruas das cidades de norte a sul de Portugal sente-se o cheiro a castanhas assadas. Recorda-nos os tempos de infância em que o cartucho feito de papel de jornal deixava passar o calor das castanhas acabadinhas de assar e em que o fumo do assador dançava ao som do vento.

Mas de onde é que elas vêm? As castanhas? Fomos à procura delas, ao seu berço, no nordeste de Portugal. Uma terra montanhosa, mas preenchida por uma fauna e flora deslumbrantes.

Andámos de carro e a pé por entre soutos jovens ou castanheiros milenares, percorremos estradas de serra e vales verdejantes, fomos de Bragança à dita capital da castanha em Sernancelhe e no final descobrimos que a origem das “Quentes e Boas!” é uma Terra Fria cheia de encanto.

Percurso Milenar

Percurso da Judia

Percurso Dourado da Padrela

Percurso Sernancelhe



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Percurso Milenar

A longevidade do castanheiro é das suas propriedades mais notáveis, podendo chegar aos 3.000 anos, como diz a tradição popular “um castanheiro leva 300 a crescer, 300 anos a viver e 300 a morrer”. Em Portugal, nomeadamente na nominada Terra Fria em Trás-os-Montes, podemos encontrar um número significativo dessas fascinantes árvores centenárias que ainda hoje dão castanhas.

A My Own Portugal convida-o neste percurso a visitar estas nossas antepassadas. Trata-se de uma rota com cerca de 70 km, que vai de Bragança até Vinhais, através do Parque Natural de Montesinho.

Em Bragança visitamos o Castelo e seguimos em direção a Sabariz até Espinhosela, onde encontramos um primeiro castanheiro milenar. Continuamos mais 4 km em direção a Terroso numa estrada ladeada por soutos de diversas idades. Seguimos até Vilarinho, onde passamos pelo ribeiro de Santo Amaro afluente do rio Baceiro. A paragem seguinte é em Parâmio pela estrada nº 308.

Sempre acompanhados por soutos de diversas idades, vamos até a Aldeia de Mofreita e seguimos em direção de Fresulfe. Aqui temos de fazer um desvio de cerca de 1km para a Praia Fluvial de Fresulfe ponto de paragem obrigatório. Seguimos a estrada até a tipicamente transmontana da Aldeia de Santa Cruz e continuámos para Travanca onde na estrada podemos observar castanheiros mais jovens. Seguir pela EN 3016, até Vilar de Ossos onde a saída da Aldeia poderá observar as soberbas paisagens da Serra da Coroa a mais de 1000 metros de altitude.

A próxima paragem é a aldeia de Lagarelhos onde encontramos a mais imponente árvore de todo este nosso roteiro. Trata-se de um castanheiro batizado de “Castanheira” com mais de 500 anos e que foi classificado de Interesse Público. Finalmente saímos para Vinhais e chegamos ao fim do nosso magnífico percurso.

 


Fonte:
Na Rota da Castanha em Trás-os-Montes, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.

 

Percurso da Judia

Ninguém sabe como é que este tipo de castanha ganhou este nome, mas a verdade é que se trata de uma das mais importantes qualidades de castanhas cultivadas em Trás-os-Montes. A rota tem mais de 75kms que começa e termina na bela cidade de Chaves.

Pelo meio atravessamos soutos jovens e milenares, estradas de montanha e vales. Passamos por Carrazedo de Montenegro, Almorfe, France, Carregal e Fornelos. Encontramos um souto milenar em Serapicos e um campo de belos (e venenosos) cogumelos vermelhos em Campo da Égua. Passamos por Vilarinho do Monte, São João de Corveira e Nozelo com os seus impressionantes castanheiros com estrangulação do tronco.

A viagem continua para Carrazedo de Montenegro e o seu museu da castanha passando primeiro por Argemil. Saímos para a cascata da Ribeira das Fragas e voltamos em direção a Valpaços. Daí seguimos para São Julião de Montenegro e paramos no miradouro de São Lourenço antes de voltarmos ao ponto inicial em Chaves.

 

 


Fonte:
Na Rota da Castanha em Trás-os-Montes, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.

 

Percurso Dourado da Padrela

 

O percurso Dourado da Padrela ganha o seu nome devido à existência de antigas minas de ouro na sua rota, minas, essas, que remontam à época romana.

A viagem inicia-se em Vila Pouca de Aguiar rumando a Pedras Salgadas e às suas fontes de água medicinal. Depois vamos em direção a Tinhela de Cima e tomamos o caminho para Carrazeda de Montenegro passando por Belugas até à aldeia de Lagoa. Um pouco mais à frente encontramos o marco geodésico num miradouro com uma vista deslumbrante para inúmeros soutos.

Regressamos à estrada até à aldeia de Padrela e depois até à aldeia de Sobrado até chegarmos novamente a Carrazedo de Montenegro. Seguimos até Murça e atravessamos o rio Tinhela pelo ponte do século XIX. A estrada continua pela direita por Lavadeira, Fiolhoso, Fonte Fria e Vilares até chegarmos a Cortinhas. Daí vamos até Reboledo, Alfarela de Jales, Campo de Jales, Vreia de Jales e Barrela. Numa espantosa estrada de montanha passeamos pelas pedras da ponte romana. Depois é só tomar a estrada nacional 212 por entre soutos e uma vista para as serras da Falperra e do Alvão até chegar ao fim da aventura em Vila Pouca de Aguiar.

 

 


Fonte:
Na Rota da Castanha em Trás-os-Montes, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.

 

Percurso Sernancelhe

As Castanhas de Sernancelhe estão inserida da área de Denominação de Origem Protegida DOP de Soutos da Lapa e são consideradas, por muitos, como as melhores do mundo. Sernancelhe tem ao seu redor várias quintas de soutos de castanheiros que por altura do Outono, oferecem um espectáculo de uma rara beleza aquando da queda das suas folhas e dos seus frutos.

Este roteiro pedestre leva-nos pelo Caminho da Seara, na encosta da Nossa Senhora de ao Pé da Cruz, uma das encostas mais belas da região.

O percurso inicia-se e termina na rua do Colégio, Vila de Sernancelhe. Caminhamos por ruelas em calçada ladeadas pela árvore rainha do nosso roteiro, o castanheiro. A sinalética guia-nos pela paisagem, sem nos dar hipótese alguma de nos perdermos.

Temos duas possibilidades de trajeto o PR1 de cerca de 10 km de distância e com grau de dificuldade leve ou o PR1 ALT, com mais 3 km, com um grau de dificuldade um pouco mais elevado, mas que nos permite desfrutar de uma paisagem de beleza única.

 

 


Fonte:
A Rota da Castanha e do Castanheiro, Câmara Municipal de Sernancelhe

 

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